Apenas uma carta de adeus
julho 20th, 2011 § 2 Comentários
(Baseado em fatos reais…ou não)
Talvez você leia isso. Talvez não. Mas preciso escrever o que não consegui expressar enquanto olhava o teto do meu quarto.
Eu não te rotulei. Apenas te vi. Ao não te rotular, livrei-me do meu rótulo também: os acontecimentos posteriores foram consequência disso. Não sei como você me viu (e se me viu): se apenas mais uma garota, se um número, se eu mesma.
Me encantei com sua sensibilidade e bom gosto. Gostei de você. Acreditei num ‘algo mais’. Eu sou assim: infelizmente ou felizmente, ainda me deixo levar pelas sensações, palavras, gestos, momentos. Bom ou ruim? Já não sei mais. Diz o provérbio: quem não arrisca, não petisca. Resolvi arriscar. Talvez tenha perdido mesmo…mas talvez tenha ganhado. O tempo responderá isso para mim.
Apesar de só tomar conhecimento da última regra do jogo aos 45 do segundo tempo, ainda queria te agradecer por algumas coisas:
Obrigada pelas noites regadas a um bom jazz e bons filmes. Por sua delicadeza. Por segurar minha mão. Pelo seu riso. Pelas músicas em português e por me mostrar o quanto é ridículo meu ‘problema’ de ouvir músicas no idioma pátrio.
Obrigada pela experiência. E pela paciência.
Foi apenas um mês, duas semanas, uma noite…não importa. Foi um bom tempo.
Farei apenas um pedido de desculpas: desculpe por remover os rótulos…e achar que esses dois “recipientes” poderiam conviver harmoniosamente.
Como eu já havia dito antes, olhando para você: apenas posso lhe desejar boa sorte para que você consiga o que quer, se é o que irá lhe fazer feliz.
O vento sopra novamente. Hora de partir.
A menina de Kate Nash
maio 1st, 2011 § 1 Comentário
Depois de um tempo sem ouvir Kate Nash (tanto tempo que nem sabia que ela havia lançado um outro cd, depois de “Made of Bricks”), ouvi duas canções da moça, das quais gostei bastante: “Doo Wah Doo” e “Kiss that Grrl”. Achei o tema das canções um pouco incomum, mostrando um lado feminino (talvez humano mesmo) que muitas vezes preferimos esconder.
Ambas tratam de um certo sentimento de inveja com relação a outras garotas: em “Doo Wah Doo” temos a garota perfeita, por qual todos babam e ficam encantados: ela é linda, tem curvas, é refinada. Mas o eu-lírico não concorda com isso, muito pelo contrário: não vê nada nela. Despeito, inveja? É, talvez possa ser que a menina da canção sofra disso. Ou talvez, ela fale do estereótipo da pessoa perfeita, porém vazia. No clipe, o que vemos é uma pessoa mesquinha, egoísta, que passa a perna e nem se importa com os outros (seus admiradores, inclusive). Enfim: covarde. A saída encontrada pela nossa garota na canção é ler um livro, sair com ela mesma (é, vou deixar traduzido desse jeito mesmo, porque acredito que traduzir por ‘sair sozinha’ não passe a ideia de que a companhia dela é ela mesma), fingir e continuar a ser amiga de quem ela está interessada.
Em ‘Kiss that Grrl’, já temos um trocadilho logo no título da canção, com a palavra ‘girl’ e a onomatopeia ‘grr’, que normalmente é o som que alguém raivoso faz. A garota da canção é um pouco insegura, tem medo de ser trocada por uma outra que é mais bonita que ela e nem mesmo tem chulé (!). Ela sabe que “your eyes are just for me… but…” se o namorado ficar com essa outra garota, ela vai encontrar mil jeitos de fazê-lo sofrer (eis aqui outra faceta feminina).
Não sei se não ouço muitas músicas com esse tema ou se só a Kate Nash sabe falar disso com uma certa naturalidade, mas acredito que toda mulher se identifica nem que seja um pouco (senão com tudo) que ela conta. Afinal, qual mulher nunca se sentiu um pouco insegura ao lado do namorado, quando aparece uma garota mais bonita, como em “Kiss that Grrl”? No caso da primeira canção, acredito que todas já quiseram ser um dia a garota mais “legal”, a mais “popular” (não vou citar bonita porque acredito que cada mulher tem a sua beleza, e é isso que a faz única). E qual mulher que também não sentiu nem que fosse uma pontinha de inveja dessa outra? E não viu nada demais nela?
Continue assim, Kate. Suas canções tem sinceridade.
Sonhos
abril 20th, 2011 § 1 Comentário
Se tem algo que eu odeio, é quando o meu cérebro começa a pregar peças, e me faz sonhar com pessoas totalmente aleatórias (leia-se pessoas pelas quais não me sinto atraída). Mas, não odeio só por isso. Odeio por todo o contexto armado por ele. São extremamente agradáveis, lúcidos…e reais. A ponto de eu não querer acordar e realmente desejar que aquilo seja verdade.
Ultimamente tenho tido alguns desses sonhos. O primeiro (que eu sonhei há umas semanas) já me havia feito acordar em uma frustração terrível, por saber que dificilmente eu ouviria aquelas palavras e viveria a situação naqueles termos…e com aquela pessoa (lembrando que realmente eu nunca tive uma atração por essa pessoa ‘x’ do sonho). Passei o dia triste daquela vez. Ontem, tive a continuação desse sonho. Mesma pessoa, mesmas condições; mas, mais adiantado em algumas coisas (claro, algo tem que ser diferente, senão não seria uma continuação, e sim uma repetição). Não acordei tão triste como da primeira vez, mas sim, tinha uma pontinha de tristeza, um ponto cinza no meu céu.
Eu sei que isso é apenas o meu emocional se mostrando, dizendo o que ele gostaria que acontecesse. Mas se for para mostrar desse jeito, eu sinceramente prefiro que ele fique quieto. Até porque, eu sei o que quero. Só não gosto que isso pareça super real, e depois desvaneça e suma em 1 minuto. Eu sei que já disse isso, mas realmente me frustra horrores. Ainda mais com meu histórico de relacionamentos (nunca dão certo -.-) e uma certa ‘hierarquia’ presente no sonho, o que garante que tal situação jamais ocorreria mesmo! (Sim, essa ‘hierarquia’ é um componente importante. Acredito que o sonho não teria metade da graça se não fosse por ela.) Humpf…
Mais uma coisa: são duas as frustrações. Uma, mais aparente e superficial, é a do ‘que droga, foi apenas um sonho’ (que acredito, ficou claro durante o correr desse texto), e a segunda, uma frustração mais profunda: a de que eu jamais viverei a situação, porque ninguém seria daquele jeito (e também porque eu estou muitíssimo traumatizada com relacionamentos). Realmente, alguém daquele jeito, só num mundo de sonhos, num mundo ideal. No fundo, é isso que me frustra: não é real.
Bom, escrevi, escrevi…e ainda não disse tudo o que queria dizer.Talvez por medo de me expor muito. Vou tentar resumir as sensações do sonho de um modo que eu não exponha tudo o que se passou. As palavras-chave seriam essas:
delicadeza – ternura – afeto – olhares – desejo – respeito – segredo.
Fim.
Essa semana…Parte II
abril 15th, 2011 § Deixe um comentário
Continuação
Outro acontecimento que se deu também essa semana, foi sobre um outro tipo de término. O término de uma amizade. E o retorno de outra.
Nessa vida ‘cruzada’ que se leva em Santos, no qual a amiga da sua mãe conhece a prima da sua amiga, etc., voltei a falar com uma pessoa que tinha uma ex-amiga minha como ponto de contato. Pois bem. Fiquei sabendo que meu nome, assim que rompi a amizade com ela, foi parar na boca dessas pessoas, que são amigos do namorado dela. Distantes portanto, 3 graus nessa relação. Lógico que a versão contada foi a dela: ela que brigou comigo, quando na realidade, fui eu quem repudiou a presença dela na minha vida. Pelo menos, conversando com esse amigo em comum, vi que de fato, não perdi nada. Ganhei. Menos uma pessoa mentirosa e manipuladora na minha vida. O que dói, é enxergar esse ser, que eu não vi durante dois anos de amizade. Mas que só usava os outros a seu bel-prazer, para conseguir o que queria. Pensei em quantas histórias eu não ouvi dela, no qual ela manipulava os dados para que parecesse que todos queriam fodê-la miseravelmente (imaginem no sentido que quiserem, eu não me importo), quando na realidade, ninguém disse/fez nada demais. Eram tudo mentiras. Mas, devo admitir que sofri bastante com a perda dessa amizade. Principalmente pelas coisas rudes que ela me disse, que foi o que me levou a tal decisão. Ok, vida que segue.
E agora, as coisas que não estão diretamente relacionadas a mim, mas que me afetaram.
A greve de terceirizados na USP, e preferencialmente, na FFLCH. 2 meses sem receber salários. E essa ideia de jerico, de terceirização. Quem foi que inventou isso? Lembrei quando eu fui terceirizada. Por uma semana, sim, mas valeu a experiência. Realmente, é horrível. Eu, porém, tenho a oportunidade de dizer: ‘Isso não é para mim. Não quero, vou pedir demissão.’ Sim, eu me demiti do local. Por ser terceirizada, eu não tinha direito a vale refeição. Era obrigada a fazer vendas, tem que bater as metas, sacumé o comércio, né? Mas comissão? Não, você é terceirizada. Só terá direito a isso se for efetivada.
Devido a falência da empresa, esses funcionários não receberam o salário de 2 meses. Contas atrasadas, alimentação…eu não quero/posso imaginar, como pode ser 2 meses assim. Infelizmente, essas pessoas não tem a oportunidade que eu tive, de poder dizer não. Ou é isso, ou rua.
(Não vou comentar sobre o modo de protesto deles. Isso já rendeu discussões demais, e discussões infrutíferas ainda por cima.)
E agora, o último.
Eu sei que pode soar contraditório o que vou dizer agora, mas, dane-se.
Realmente, você não pode julgar ninguém, sem conhecer a vida da pessoa. Não vou dizer quem é, mas conversei longamente com alguém essa semana e pude saber um pouco mais a respeito da vida de tal pessoa. Ver como é o dia a dia. Descobrir que ela tem uma filha com deficiência – não anda, não fala. Que as coisas são difíceis. Mas que a filha dela sorri. Sorri todos os dias, apesar dos ’16 anos de luta’, como bem disse essa mãe.
Sabendo disso, consegui ver duas coisas:
1ª O quanto essa pessoa é guerreira. Bem mais do que eu sequer imaginei (e devo dizer que nunca imaginei). Não deve ser fácil para uma mãe viver o que ela viveu. Não ver a filha se desenvolver como as outras crianças. E aprender a lidar com isso. E amar do mesmo jeito.
2ª Ela não anda, não fala. Mas sorri. Essa é a parte importante. Que me afetou de um modo, que eu não imaginava. Quantas reclamações sem sentido eu já não fiz. Eu, que posso verbalizar todos os esses pensamentos que saem da minha cachola – e que quiçá, nem deveriam ter sido verbalizados. Ela não pode, não consegue fazer isso, expor seus pensamentos. Mas ainda assim, sorri.
Minha sexta-feira começou. Espero que ela seja calma. Para que essa semana termine bem.
Essa semana…Parte I
abril 15th, 2011 § Deixe um comentário
Embora a semana não tenha terminado ainda, gostaria de escrever sobre alguns acontecimentos dela.
1ª coisa: o que morreu, morreu
É, morreu e não deve ser exumado. Isso só traz mais dor.Reabre a ferida.
Numa outra semana, fiquei sabendo que meu ex finalmente mexeu aquele traseiro gordo e foi atrás de uma iniciação científica. E conseguiu. Parabéns para ele, nunca o achei burro, embora o achasse pedante em boa parte do tempo em que o assunto fosse a “academia”.
Depois, o ocorrido dessa semana, eu falei com um amigo comum. E descubro que o ex tá morando (provisoriamente) com esse amigo.
Fiquei irada simplesmente por passar um namoro inteiro dando esses conselhos e sempre ouvir um ‘não’. Ou ouvir chiliques de uma pessoa que passava o tempo inteiro se lamentando. A sensação que me veio, ao saber cada uma dessas notícias foi: ‘I told you’.
Sim, eu te disse que pegasse uma bolsa. Disse até a sua mãe, embora tenha ouvido uma resposta descortês da parte dela, de que você precisava mesmo era de um emprego, e não dos míseros 300 reais que a CNPQ/USP poderiam lhe pagar. Eu te falei até para correr atrás de um órgão de fomento que pagasse mais, a FAPESP, por exemplo. Mas não. Você sempre teve preguiça. Só sabia lamentar. E eu te ouvindo. Agora, quase 4 meses depois do término, eu descubro tudo isso. Descubro até que você pediu ajuda a esse amigo. O qual eu passei o semestre passado todo, dizendo que certamente ele te acolheria no apartamento dele, apenas por uma noite na semana. E você continuava reclamando, que seria abuso e não sei o que mais. Enfim, desculpas e mais desculpas para não mover o seu traseiro.
Um amigo(2 – não o mesmo que abriga meu ex atualmente) me disse que eu não me preocupasse com isso: significa que eu estava certa o tempo inteiro. De fato, eu estava. Mas voltou um pouco da dor por você não ter me ouvido enquanto ainda estávamos juntos.
Outra dor que me veio: a dor de perceber que ninguém (a excessão de poucas pessoas, como minha mãe e uma amiga próxima, que me ajudou em todos os altos e baixos – principalmente baixos – desse namoro) sabe o que eu passei com esse cara. Esse amigo em comum disse que eu não deveria maldizer alguém que fala tão bem de mim. É claro que ele tem o DEVER de falar bem de mim. Desculpem, não usarei de modéstia: mas para ele, eu fui uma namorada perfeita. Eu duvido que uma mulher aceitasse ficar do lado de alguém que possuía tantas mazelas (financeiras, familiares, de espírito,de mente entre outras). Eu procurava entender todas elas. Até quando ele não podia me ver porque estava sem dinheiro para o ônibus (embora ele aparecesse com um livro novo e caro, uma semana depois). Então, ele tem o dever de falar bem de mim. Não que eu seja interesseira, por favor. Não se trata disso. Se trata de serem duas pessoas adultas, porém, com um namoro adolescente. Ao maior estilo: ‘pai, me dá dinheiro para o sorvete?’
O que decorre dele falar bem de mim, é que: ninguém acredita quando eu conto o que sofri. Que ele não me ligava. Que ele não se interessava em me ver no final de semana, as vezes porque ia estudar (come on, você tem 2 dias livres na semana para isso – pelo menos é por isso que dizem que teu curso não tem aula a semana toda, afim de que vocês, alunos, coloquem todas as vossas sagradas leituras em dia). O que eu ouço, é que sou/fui intolerante com o moço, esse era o jeito dele. Me desculpem, mas eu preciso de alguém, que se gosta de mim, gosta que eu esteja por perto. Se a pessoa tem fetiche/gosta de amor platônico (sendo ele da filosofia, essa hipótese é até plausível) não fica comigo, por favor. Não me peça em namoro. Ou então já deixe isso claro desde o início. Evita que outras trouxas sofram o que sofri. Porque sim, só sendo muito trouxa para ficar com alguém que não tem desejo em lhe ver.
Foi esse o primeiro acontecimento dessa semana. Eu simplesmente não deveria ter perguntado a esse amigo se ele tinha notícias. Além de ouvir algo chato, ainda tive que ouvir um sermão desse amigo.
Mais na parte II…
“Primero hay que saber sufrir…”
março 10th, 2011 § Deixe um comentário
Esse é o primeiro verso da canção “Naranjo en flor”, do Bajofondo Tango Club. Depois de cinco relacionamentos mal-sucedidos, acho que já aprendi a sofrer o suficiente. Estou numa fase confusa sobre o que realmente quero para minha vida amorosa. Acho que o mais correto seria dizer que não quero nada. Só vejo um espaço em branco a frente. Não quero me prender a ninguém e tampouco quero que se prendam a mim. Desacreditada, seria a palavra certa, considerando que não consigo nem dar conselhos a quem está apaixonado, já que penso logo em como aquilo se desfará feito um castelo de areia. Não me entendam mal. Não estou jogando areia no relacionamento dos outros. Só que não acredito mais em sentimentos e todas essas panaceias. Acredito no momento só, e nada mais. Naquele momento foi bom, num próximo pode não ser. E daí vem que eu não quero, no momento, arrumar um namorado. Ao mesmo tempo, só ficaria (de ficar mesmo, não de namorar) com alguém que realmente valesse a pena.
Passei pela experiência, na minha última viagem a BH, de ficar com um amigo da minha prima. Cara simpático, legal. Mas eu realmente não estava num clima para isso. O máximo que queria fazer, era a flertar a noite inteira. E não necessariamente com ele. Apenas uns flertes, sem nunca chegar ao ato final (leia-se beijo, ok). Mas, eu não só fiquei com ele (armação da minha prima e do grupos de amigos deles), como ele ainda ficou de mãos dadas comigo, abraçou minha cintura…e eu querendo dançar. Realmente, tô desacreditada desse tipo de coisa. E é engraçado como quanto mais ‘cara de não ligo’ você faz, mais a pessoa corre atrás. No dia seguinte, ele ainda queria que minha prima marcasse um bar, para nos vermos novamente. Eu, claro, desconversei. Considerando que assim que demos o primeiro beijo, eu já queria que ele sumisse da minha frente…imagina marcar outro programa. Sem chance.
Estou como a terapia do A.A.: viver um dia de cada vez. E enterrando minha mente nos estudos, afinal, ganho bem mais com isso.
É, “Naranjo en flor” traduz muito desse momento para mim:
“Primero hay que saber sufrir,
después amar, después partir
y al fin andar sin pensamiento.
Perfume de naranjo en flor,
promesas vanas de un amor
que se escaparon con el viento.”
Ando sem pensamentos por ai…
Primeiro Post
março 7th, 2011 § 1 Comentário
É, título nada original, eu sei. Mas, para um início de blog, creio que seja isso mesmo.
Bem, escreverei aqui sobre os meus pensamentos (expressões) e sobre o meu dia-a-dia (pressões).
Pretendo ter um 2011 diferente: mais dedicação (séria) aos meus estudos e a minha iniciação científica. E mais tempo devotado a mim mesma, sem namoros e coisas que atrapalhem o meu desenvolvimento como ser humano. Está na hora de mudar. E a hora é agora.
Gostaria de agradecer a minha amiga Thaís Prado, por ter feito o layout do blog para mim e me ajudar com as ferramentas aqui do WordPress. Muito obrigada, flor!
